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Manual de Cultivo de cannabis: O guia para principiantes

O cultivo de cannabis está em constante ascenção, seja para fins medicinais ou mesmo recreativos. Independentemente da finalidade a que se destine o seu cultivo, iremos partilhar um completo manual de cultivo de cannabis: o guia para principiantes. 

Ao final deste artigo terá o conhecimento necessário para que se possa iniciar neste apaixonante mundo do cultivo, obtendo produções abundantes e de tremenda qualidade

Conceitos iniciais de cultivo de cannabis

Ainda antes de começar o seu cultivo, deverá ter bem clara qual a finalidade pretendida com o mesmo. Ou seja, se será para fins medicinais, recreativos ou até empresariais

Deverá consultar as normas do seu país para que tenha bem presente como se encontra a questão da legalidade no país em questão. Após sabermos a finalidade do nosso cultivo e  como se encontra a situação legal no nosso país, podemos avançar para a escolha do entorno e meio de cultivo.  

Eleger o entorno e meio de cultivo para cannabis

Com entorno de cultivo referimo-nos ao ambiente onde irá cultivar as suas plantas, isto é, num ambiente interior ou exterior. Esta escolha é exclusivamente pessoal, pois irá depender do espaço disponível que tenha e de onde será mais confortável e eficaz para si.

Os cultivos de exterior são a maneira mais natural e orgânica possível, habitualmente proporcionam plantas gigantes que geram produções exuberantes. Para imensos cultivadores, não existe cultivo mais bonito do que ver plantas saudáveis a crescerem ao sol e a usufruir da “mãe natureza”.

Infelizmente, nem todos têm esta possibilidade e necessitam cultivar no interior, seja em armários de cultivo, garagens ou em qualquer divisão dentro de casa. 

Após escolhido o nosso entorno, já podemos passar ao seguinte passo que é escolher o meio de cultivo. 

Meios de cultivo para cannabis 

  • Terra: o meio de cultivo natural e original das plantas, o mais utilizado e apreciado pela grande maioria dos cultivadores. Consegue oferecer um sabor e aroma mais intenso do que qualquer outro meio de cultivo e caso seja possível plantá-las em “terra mãe”, oferecerá resultados ainda mais impressionantes. Caso contrário poderá optar por substratos de alta qualidade já preparados ou fazer a sua própria mistura caseira.   
Substrato Boom Nutrients
  • Fibra de coco: utilizada tanto para complemento de outros meios de cultivo para cannabis, quanto para meio principal. É bastante eficaz no que toca a oxigenação e arejamento das raízes, possuindo também uma alta capacidade de retenção de água. 
  • Lã de Rocha: a lã de rocha é um dos tipos de meio de cultivo inerte (meio standard que não fornece nutrientes à planta), esta é muito apreciada para dar uma boa aeração, uma retenção de humidade equilibrada e ainda reutilizável para futuros cultivos. Há que ter em atenção o seu elevado pH e deverá deixá-la de molho antes de a usar.
  • Sistemas hidropónico ou aeropónico: No sistema hidropónico as plantas estarão suspensas em vasos especiais, com substrato inerte (lã de rocha, fibra de coco, argila,etc). Enquanto as raízes estarão suspensas debaixo do vaso, em contacto com um depósito de água, por onde serão alimentadas. Quanto ao sistema aeropónico, invés das raízes estarem submersas em água, estas estarão suspensas no ar. 

Eleger a semente 

Após escolhido o entorno e o meio de cultivo, passará para outra fase super importante e interessante que é a escolha da(s) semente(s) de cannabis que irá plantar no seu cultivo. 

Para a escolha das mesmas é de tremenda importância ter em consideração os pontos mencionados anteriormente, ou seja, escolher uma genética que vá de encontro sobretudo ao seu entorno de cultivo e às suas características. Se por exemplo essa tal variedade se desenvolve bem em climas de muita humidade, se agradece períodos de luz elevados, se é resistente a chuvas, entre diversas outras características que deverá ter em consideração. 

Para isso, em GB The Green Brand possuímos um completo catálogo de sementes regulares, feminizadas, autoflorescentes, sementes de versão rápida, de cânhamo ou até sementes e vários produtos de CBD. Em todas estas variedades irá encontrar uma descrição individual super completa, onde poderá ver as características da planta e ainda alguns conselhos de cultivo, tanto para interior como exterior. 

Eleger o material de cultivo

Para eleger o material necessário, temos que escolhê-lo de encontro ao seu entorno de cultivo. Como já tínhamos definido o entorno previamente, nesta fase basta saber quais são os materiais necessários para que possamos pôr mãos à obra e começar o nosso cultivo.

Cultivos de interior:

  • Armário de cultivo
  • Iluminação
  • Vasos e substratos
  • Monitores do ambiente e clima 
  • Medidores de pH e EC
  • Extratores de ar
  • Administradores de água
  • Fertilizantes

Cultivos de interior:

  • Vasos e substrato (caso necessário)
  • Fertilizantes
  • Administradores de água
  • Malhas ou material para apoiar o crescimento da planta
  • Medidores de pH e EC

Fases do cultivo canábico

Agora que possuímos todos os materiais necessários, podemos embarcar finalmente na aventura do cultivo do nosso próprio cannabis

Para que obtenha um cultivo próspero e exuberante deve seguir atentamente todas as fases de cultivo, sem saltar rigorosamente nenhum passo e proporcionar todo o cuidado e carinho às suas plantas desde o primeiro ao último dia.  

Germinação

Será nesta fase que dará vida à sua planta canábis, começando assim uma incrível jornada. Para germinar uma semente existem 3 requisitos importantes: oxigénio, água e uma temperatura adequada

Para uma germinação eficaz aconselhamos que faça uma camada com rolo de papel de cozinha, utilize 2 ou 3 folhas e molhe-as sem que seja em excesso. Seguidamente coloque a camada húmida no fundo do recipiente (tupperware). Em cima dessa camada coloque as sementes e cubra-as com uma camada igual à utilizada anteriormente, com papel também húmido. Feche o recipiente com a tampa e deixe-o num lugar escuro e fresco. 

Assim que a semente comece a abrir e as raízes tenham 2-3 centímetros, está na hora de mudá-las para o seu próximo meio de crescimento. 

Fase de plântula 

Agora que temos as sementes germinadas podemos prosseguir para a seguinte etapa que será oferecer lhes o seu meio de cultivo definitivo, seja este terra, lã de rocha, fibra de coco ou qualquer outro que tenha escolhido.  

O vaso ou bandeja de propagação em que irá colocar a sua semente germinada deverá ser de tamanho reduzido, para que seja mais fácil o desenvolvimento radicular e para que a retenção de água não seja excessiva. Preferencialmente, para que mantenham um bom nível de humidade, as suas plântulas deverão estar cobertas com alguma câmara de propagação ou uma pequena estufa que poderá fazer de forma caseira.

Deverá colocar as suas sementes germinadas no substrato escolhido, tapando-as sem que as coloque de maneira abusivamente profunda, para que estas possam furar o substrato facilmente. Rapidamente estas irão brotar e aparecerá o primeiro par de folhas (os cotilédones). 

Semente a brotar

Caso escolha cultivar sementes autoflorescentes, deverá colocar as sementes germinadas diretamente naquele que será o seu vaso definitivo. Isto para que evite o estresse e o crescimento tardio das suas genéticas. 

Fase vegetativa (ou de crescimento)

A fase vegetativa é marcada pelo aparecimento das primeiras folhas reais e pelo desenvolvimento dos cotilédones e do caule. Como se trata de uma fase em que as plantas estão em pleno crescimento, estas necessitam de um período lumínico elevado

Em relação à água, nesta fase vegetativa as tuas plantas não necessitam de tanta água pelo facto de não terem tantas folhas. Pelo que não irão transpirar com tanta regularidade e as suas raízes não necessitarão de tanta humidade. 

Nesta fase um dos erros de principiantes mais cometidos é a rega excessiva e uma administração de nutrientes em excesso, o que pode danificar deveras as suas plantas. 

Uma planta automática, tal como o nome revela, irá passar automaticamente da fase vegetativa para a floração, sem que seja necessário mudar o seu período lumínico. Contudo se cultivas uma planta feminizada, a maioria de cultivadores, passam-nas a floração após 5 a 8 semanas (por vezes um pouco mais).

Fase de Floração

Quando começamos a dar menos horas de luz à planta e proporcionamos mais horas de escuridade, estas deixam de crescer e dedicam a sua força e energia a produzir. É nesta fase que começam a produzir os tão apreciados botões. As flores começam a brotar, os tricomas começam a dar nas vistas formando uma camada de resina branca e viscosa, repleta de canabinóides e terpenos deliciosos. 

Dentro do período de floração podemos destacar 2 fases principais: pré-floração e floração.

  • Pré-floração 

Esta fase caracteriza-se pelo aparecimento dos pistilos brancos, um tipo de “pelos” esbranquiçados que começam a aparecer nas zonas nodais. 

Neste momento, um erro frequentemente cometido pelos cultivadores mais novos é a mudança de nutrientes, passando dos fertilizantes ricos em nitrogénio para os seguintes ricos em potássio e fósforo. Não é de todo aconselhado que o faça, pois os botões apenas se estão a formar e ainda não necessitam de uma grande ingestão de PK (fósforo e potássio).

  • Floração 

Nesta etapa as plantas já deixaram de crescer em altura e estão concentradas apenas na produção dos botões, os quais verás cada dia maiores e mais grossos.

Neste ponto as plantas deverão receber um maior fornecimento de PK, já que terão os botões para alimentar e engordar. Algumas poderão necessitar de apoio derivado ao peso dos seus botões, pois estarão com bastante água e podem ser demasiado pesados para os ramos. 

Planta em fase de floração

É muito importante que controle (em cultivos de interior) a temperatura, os níveis de pH, EC e sobretudo de humidade, para evitar fungos. Deixe pelo menos entre 10 a 15 dias para realizar uma lavagem das raízes, onde apenas as deverá regar com água, para que libertem todas as substâncias químicas em excesso, tanto como os sabores e aromas menos desejados. 

Colheita

É crucial saber o momento adequado para realizar a colheita, pois se a colhe demasiado cedo os canabinóides presentes poderão não estar propriamente desenvolvidos. Em contrapartida, caso realize uma colheita demasiado tardia, estes podem degradar-se.

O momento ideal será quando: 

  • A maioria das folhas se tornam amarelas, o que significa que a planta estará a absorver toda a água e nutrientes presentes.
  • Os tricomas devem apresentar uma esbranquiçada e pelo menos a metade possuir uma cor âmbar.
  • Fazer uma estimação do tempo de floração, baseando-se nas características presentes na descrição, fornecida pelo fabricante das suas genéticas.
  • Assim que a cor dos pistilos comece a mudar para tons alaranjados ou acastanhados.

Secagem e Cura

Agora que está mais perto que nunca, não descarte estas últimas 2 fases, pois serão igualmente importantes para um resultado final vistoso e saboroso

Secagem

Com a colheita feita, a secagem é a próxima etapa a realizar. Esta fase é fundamental para remover a humidade dos botões e para impedir o aparecimento de bolor.

Caso tenha deixado as flores nos ramos apenas terá que as pendurar em um cabide viradas para baixo. Se separou todos os brotos poderá colocá-los numa malha de secagem ou em algum lugar onde os possa distribuir os brotos homogeneamente, sempre em um lugar escuro.

A temperatura ambiente deverá estar aproximadamente entre os 18ºC e os 23ºC e com uma percentagem de humidade entre os 45-55%, com algum método de ventilação preferencialmente. Este processo deve demorar entre 15 a 30 dias, no entanto pode variar consoante os gostos e preferências do agricultor. 

Cura

Após a secagem e o manicurado (pela ordem que assim o desejarmos) a tua erva já estará pronta. Calma! Estará pronta para passar para a fase da cura. Esta sim será a última fase de toda a caminhada. 

Se já aconteceu sentir um gosto de clorofila ou que ao fumar lhe arranha bastante na garganta. Isso é a consequência de que provavelmente o processo de cura foi saltado ou mesmo de um período de secagem muito curto. É muito comum que os cultivadores menos experientes cometam este erro, no entanto o processo de cura oferece imenso à planta e claro, a quem a fumar também: 

  • Descompõe a clorofila e minimiza o odor e sabor à mesma 
  • Aumenta de certa forma a potência, maturando os seus canabinóides 
  • Aprimora os sabores e aromas próprios característicos de cada variedade
  • Reduz a possibilidade que arranhe na garganta e provoque tosse
  • Minimiza a possibilidade que aparecem fungos ou bactérias, tornando os botões mais resistentes 

A maneira de o fazer é super simples, coloque todos os seus botões já secados e manicurados em frascos de vidro e feche-os muito bem. Coloque os frascos num lugar escuro (tal como dentro de um móvel de sua casa, por exemplo). 

Marijuana em frascos para cura

Durante os primeiros dias, abra os frascos algumas vezes ao dia, durante aproximadamente a primeira semana. Isto deve-se fazer para libertar o excesso de humidade e permitir a troca de ar. Passados os primeiros dias já pode abrir apenas uma vez ao dia, pois o nível de humidade vai diminuindo e os seus frutos já estarão cada vez mais perto de estarem curados. 

Este processo recomenda-se fazer durante 2 a 4 semanas. Claro, tudo dependerá do seu gosto e da sua paciência, há canabicultores que optam por extender o seu processo de cura até largos meses, o que potenciará ainda mais o seu sabor e potência

Conclusão

Chegou assim o momento mais esperado e merecido de toda a sua fase do seu cultivo de cannabis.

Após uma longa jornada de experiência, aprendizagem e seguramente diversão, poderá agora desfrutar das suas próprias flores. Utilizando-as da maneira que mais lhe apeteça, sempre de uma maneira responsável e moderada

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Erik Collado Vidal

Con más de 10 años de experiencia en la industria del cannabis, sus experiencias y aprendizaje son la base del éxito de GB The Green Brand.

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